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A Dualidade, a Unidade e o Vazio

Sérgio Bronze

Eu vislumbro a dualidade de todas as coisas e como elas se complementam e se tornam perfeitas e dignas. No entanto, eu também percebo que buscamos um ou outro de acordo com a insanidade que nos habita e é por isso que a dualidade é vista como uma terrível ilusão, por muitos. Estas coisas não estão em constante conflito, como diriam, porém somos nós, os observadores, que jogamos estas coisas umas contra as outras. Estas coisas quando em Harmonia permanecem em silêncio e imutáveis.

Assim, quando a dualidade está em Harmonia, que é apenas o complemento silencioso e imutável, elas são a unidade da Natureza ou a Irmandade que fazem os opostos serem iguais. Neste momento todo conflito deixa de existir. A unidade nada mais é do que a união de três elementos, diferentes em natureza, em perfeito equilíbrio ou ajustamento. A unidade pode ser atingida quando deixamos de agir a favor de algo em detrimento de outro. A Unidade é real quando aprendemos a respeitar o movimento natural da Vida.

Quando a unidade se torna em um estado permanente ou em um estado normal, nos deparamos com o “estado de negação das coisas” ou como alguns diriam, com o Vazio ou o Nada. Esta coisa tão complexa de ser expressa em palavras pode ser mentirosamente dita como a percepção de que o observador não mais existe quando que tudo mais existe. O observador deixou de existir porque ele não mais pensa e nem sente, e por isso não percebe mais a dualidade, isto é, não julga e nem deseja uma coisa ou outra coisa. Mas, verdadeiramente, poderíamos dizer que, o observador e o observado estão, finalmente, em Paz. “A roda da angústia” cessa e podemos seguir mais adiante.


Comentários

  1. Facilita muito o entendimento quando você explica esse conceito tão complexo didaticamente, utilizando-se do "observador" e do "observado".

    Agradeço e parabenizo por esse texto.

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